Considerações sobre a qualidade da série aparte, o Suits é uma série que satisfaz quase tão plenamente como uma linhazinha de coca. Episódios bem compostinhos, quase de uma hora cada um, cheios de tensão, fatos italianos (suits), lawsuits, speed, resoluções agradáveis, estratagemas legais, poder, sexo, ai ca bom, quero mais, já acabou, vou ver outro.
Fazia falta uma Causa Justa com uns buddys que não fossem tão palermas como o Franklin e Bash, ou tão “comédia românitca” como a Ally Macbeal. No fundo o que quero dizer é que esta é a série de advogados que eu gostava de ter visto quando estudava direito. Ao querer mostrar o mundo dos advogados senior e os seus protegidos numa empresa, todos recrutados da universidade de harvard, podia pensar-se que Suits mostra um nicho do mercado de trabalho, mas na verdade acaba por retratar as dinâmicas de um escritório com uma precisão entusiasmante. Não nos interessa que nenhuma das personagens tenha vida própria (para além da carreira), ou que as histórias de interesse romântico sejam quase inexistentes (graças a deus). O que interessa em Suits é vencer, perdendo algum tempo (pouco) no caminho com questões pequenas como a ética e a compaixão.
Razões práticas para gostar da série? Um elenco de lavar a vista. E para quem nunca tenha visto um episódio, como eu, fique satisfeito porque há 5 seasons para papar.
Maria João Simal